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Transtornos na saúde mental: causas e como tratá-los e preveni-los – Blog SESI de Saúde e Segurança
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Transtornos na saúde mental: causas e como tratá-los e preveni-los

Nos dias atuais, os transtornos que mais afetam a saúde mental no Brasil e no mundo são a depressão e a ansiedade. De acordo com a psicológica Ana Karine, o Brasil é recordista em transtorno de ansiedade, sendo que o mais recorrente é o TAG (Transtorno de ansiedade generalizada), seguido pelo transtorno de pânico e o transtorno de estresse pós-traumático. Os transtornos fóbicos também são cada vez mais comuns entre a população em geral. Apesar desse quadro, “infelizmente ainda existe muito preconceito e estigma social sobre o adoecimento mental, o que contribui para o agravamento das estatísticas de pessoas doentes ao mesmo tempo em que dificulta o diagnóstico e o tratamento dos transtornos”, avalia Karine. Segundo ela, a pandemia desencadeou vários fenômenos que contribuíram para o aumento do adoecimento mental e consequentemente para o sofrimento psíquico.

Além dos aspectos negativos produzidos pela pandemia (como falecimentos de familiares e amigos, isolamento social e mudança brusca de rotina, etc), outros fatores são responsáveis pelo agravamento das doenças mentais como, por exemplo, a digitalização da realidade e a baixa tolerância à frustração. Assim, de acordo com o psicólogo Norberto Arcanjo, vivemos um mundo novo e extremamente digitalizado, onde mudanças ocorrem sem que tenhamos o devido processo de adaptação. Fora isso, com tudo ao alcance de um clique, constroem-se sujeitos com baixa tolerância à frustração. “A vida tem várias possibilidades, mas também há limites, dificuldades, perdas e precisamos aprender a conviver com tudo isso”, afirma o psicólogo.

Ainda de acordo com Arcanjo, o excesso pela busca de estímulos também interfere no processo de adoecimento mental. Na visão do psicólogo, ao mesmo tempo em que os sujeitos são condicionados a ansiar cada vez mais por estímulos, também se anestesiam com eles a ponto de tudo se tornar desinteressante. “Pessoas se colocam como produtos nas redes sociais e os espectadores passam a vista tão rapidamente quanto os seus dedos deslizam sobre as telas sensíveis ao toque, buscando incessantemente algo que nem mesmo sabem o que é e consequentemente não são capazes de identificar”, avalia Arcanjo.

Diante dessa realidade apresentada pelos dois profissionais da saúde mental, fica a dúvida: Como prevenir os transtornos mentais? Para os psicólogos, a resposta para a pergunta não é fácil e exige uma série de ações que vão desde a psicoterapia até políticas públicas voltadas para o acesso da população a serviços de saúde mental de qualidade. Isso porque, nas palavras de Ana Karine, “estamos falando de um fenômeno bem complexo e que, por isso, merece ações complexas que levem em conta a singularidade de cada um”.

Em virtude dessa singularidade, o psicólogo Norberto Arcanjo argumenta que “não existe uma receita de bolo que sirva para todos”. Seja como for, uma boa opção para prevenir danos na saúde mental é a busca pelo auto-conhecimento. “A partir dele, o sujeito pode responder de maneira mais saudável ao mundo, definir prioridades, lidar melhor com suas dores, medos, frustrações e usufruir de forma mais plena das potencialidades que a vida oferece a si”, acredita Arcanjo. E completa: “A psicoterapia contribui enormemente com esse processo. Contudo, não é preciso se perceber em estado de adoecimento para cuidar da saúde mental”.

Além da psicoterapia, uma boa opção para tratar a saúde mental é a prática de atividades físicas, visto que os transtornos muitas vezes chegam ao corpo na forma de doenças como alergias, falta de ar, dores musculares, etc. Uma boa alimentação também é algo muito útil à conquista de uma vida mais leve diante de um mundo que nos exige tanto e que faz com que nós nos cobremos constantemente em relação a uma série de questões. Uma dessas questão é a presença constante nas redes sociais. Por isso “sumir” um pouco do mundo virtual em prol de vivenciar a realidade de fato é imprescindível para sobreviver a uma sociedade onde a imagem é tudo cada vez mais. Enfim, todas essas atitudes fazem parte do autocuidado, uma prática extremamente importante para ter uma vida mais sadia em todos os sentidos. Afinal, cuidar de si mesmo tem a ver com o respeito a si e, consequentemente, aos seus limites. Resumidamente, “cada um desenvolve um repertório comportamental e psicológico diante daquilo que lhe acontece”, avalia a psicóloga Karine. Por isso é preciso pensar em todas as possibilidades que podem lhe garantir o bem estar e estabilidade da sua saúde mental.

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Sobre o Autor: SESI

O blog corporativo do SESI Ceará surge como um instrumento de ligação com o público externo, no qual oferece seu conhecimento e expertise em Saúde e Segurança para a Indústria como fomento para a discussão de temas inerentes à área.
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