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Por que investir em um Programa de Qualidade de Vida na empresa? – Blog SESI de Saúde e Segurança
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Por que investir em um Programa de Qualidade de Vida na empresa?

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs) são a principal causa de morte e incapacidade no mundo, causando 41 milhões de mortes por ano. São considerados os principais fatores de risco evitáveis para as DCNTs: o tabagismo, a alimentação inadequada, o consumo abusivo de álcool e o sedentarismo, associada a esses fatores incluem quatro grupos de doenças de maior gravidade, que são as cardiovasculares, respiratórias crônicas, câncer e diabetes.

No ano de 2019, foi divulgado os dados da última pesquisa Vigitel, realizada pela Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS) do Ministério da Saúde, mostrando um cenário preocupante:

  • 24,5% da população brasileira tem diagnóstico de hipertensão
  • 7,4% tem diagnóstico de diabetes
  • 9,8% dos adultos são fumantes
  • 55,4% dos adultos tem excesso de peso
  • 20,3% são obesos
  • 44,8% não alcançaram um nível suficiente de prática de atividade física
  • 18,8% fizeram uso abusivo de álcool nos 30 dias antecedentes à pesquisa

Será possível prevenir ou minorar as consequências da maioria destas doenças controlando esses fatores de risco?

Com a preocupação de reverter esse cenário, viu-se a necessidade e importância da implementação de políticas públicas comprovadamente eficazes para controlar os fatores de risco, no entanto as empresas acabaram por assumir uma parte desse papel, dando mais relevância nas ações de promoção à saúde e bem-estar, visto que o trabalhador passa a maior parte do tempo no ambiente laboral.

Para Baicker, Cutler e Song (2010) e Goetzel et al. (2016) iniciativas de redução de riscos à saúde em locais de trabalho resultam para os trabalhadores no aumento de bem-estar e autoestima, satisfação com o trabalho, melhoria do estado de saúde e redução do estresse, enquanto que para a empresa gera aumento da produtividade, redução do absenteísmo, presenteísmo e rotatividade, melhoria da imagem, maior comprometimento dos funcionários com a organização e consequente redução com gastos em saúde.

Programas de saúde no local de trabalho devem ser construídos a partir de uma abordagem sistemática, coordenada e abrangente. Os resultados da implementação dessas ações podem promover mudanças, por um lado, no comportamento, na saúde e no moral da força de trabalho; por outro lado, nos custos com saúde, na produtividade e na cultura das organizações, conforme considera o Centers for Disease Control and Prevention.

O SESI Ceará vendo todo esse contexto, criou no seu portfólio o serviço Programa de Qualidade de Vida (PQV), totalmente customizado de acordo com as necessidades e características de cada empresa, levando ao ambiente de trabalho as soluções mais assertivas em promoção da saúde. O foco principal é promover junto aos trabalhadores, a conscientização para a mudança de hábitos saudáveis através do autocuidado apoiado, com o acompanhamento de uma equipe multiprofissional, com psicólogo, nutricionista e profissional de educação física.

O Programa conta com ações coletivas e individuais dentro dessa metodologia do Autocuidado Apoiado e é composto por Oficinas Integradas (para participantes novos) e de Manutenção (para trabalhadores que já desenvolveram hábitos saudáveis), além de atendimentos nutricionais e avaliações físicas por bioimpedância realizados de maneira individual e baseado em um perfil que leva em conta o comportamento alimentar, práticas corporais e o estágio de mudança de comportamento, uma vez que o objetivo é a adoção de um estilo de vida mais saudável. A iniciativa foi tomada a partir de um levantamento do perfil de saúde dos trabalhadores e visa melhorar os indicadores relacionados a saúde mental, hábitos nutricionais e atividade física.

Durante quatro meses de realização do PQV para um grupo de trabalhadores de uma empresa do ramo siderúrgico, observou-se um aumento de 6,65% no número de trabalhadores que praticam atividade física e um aumento de 12% no número de trabalhadores que adotaram alimentação saudável.

Segundo a GPTW (Great Place to Work), três em cada 10 trabalhadores alegam que a qualidade de vida é o principal motivo que o faz continuar em uma organização, podemos dizer que os trabalhadores motivados, saudáveis e capacitados são muito mais produtivos e inovadores e podem potencializar e retornar o capital neles investido. O investimento em qualidade de vida podem resultar em elevação da motivação para o trabalho, adaptabilidade para mudanças, aumento da criatividade e vontade de inovar, agregando, assim, um maior valor para a organização em que trabalha. Essas são algumas das vantagens que a empresa alcança ao implementar um programa de qualidade de vida.

Rochelle Furtado Pessoa

Sobre o Autor: Rochelle Furtado Pessoa

Analista de Serviços I da UNISSIN, graduada em Educação Física pela Universidade Federal do Ceará - UFC e especialista em Atividade Física: Aspectos Fisiológicos, Patológicos e Farmacológicos pela Universidade Estadual do Ceará - UECE.
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