Nutrição e produtividade: a importância da alimentação correta para o colaborador – Blog SESI de Saúde e Segurança
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Nutrição e produtividade: a importância da alimentação correta para o colaborador

Aumentar a produtividade é um grande desafio para as empresas. Produtividade pode ser definida como a redução do tempo gasto para executar um serviço, ou mesmo aumento da quantidade de produtos elaborados sem o acréscimo de mão-de-obra ou de recursos.

O estado de saúde e a vitalidade da força de trabalho são determinantes para produtividade. Doenças Crônicas Não Transmissíveis (DCNT), como glicemia elevada, hipertensão, dislipidemias, sobrepeso e obesidade, são algumas das principais causas de absenteísmo nas empresas, ocasionando impacto direto sobre sua produtividade.

A alimentação é um dos fatores de risco modificáveis com efetividade sobre o controle e prevenção das DCNT.  A Organização Mundial de Saúde (OMS) apresentou resultado de estudos apontando que o consumo diário, inferior a 400g ou aproximadamente cinco porções de frutas, legumes e verduras, é responsável anualmente por 2,7 milhões de mortes no mundo. No Brasil, tem-se visto um taxa crescente de sobrepeso e obesidade em todas as faixas etárias, sendo que, a cada dois adultos, um apresenta excesso de peso.

Para o enfrentamento desse cenário, é necessário ampliar ações que repercutam positivamente sobre os determinantes da saúde e nutrição. Além dos aspectos que devem ser considerados na alimentação do trabalhador, temos que assegurar não só as necessidades calóricas como também possibilitar melhores condições de saúde e qualidade de vida.

No entanto, uma nutrição adequada leva em conta algumas questões importantes: o quê, quando, quanto e como consumir os alimentos? É preciso garantir nutrientes para a perfeita execução das atividades laborais, mantendo ativo o estado de alerta, concentração, energia e disposição do trabalhador. Além dessas atividades básicas, muitos alimentos possuem propriedades bioativas que favorecem o controle a níveis aceitáveis das disfunções orgânicas, como estresse, glicemia e dislipidemias.  Quando essa alimentação se apresenta inadequada, a capacidade de trabalho e a produtividade podem estar reduzidas.

É relevante promover ações que levem à educação alimentar eficaz, uma verdadeira mudança comportamental. É fundamental encorajar os trabalhadores a se cuidarem e gerenciarem sua própria saúde. Investimentos em programas de Promoção de Saúde e Acompanhamento Nutricional tendem a reduzir custos com assistência médica, diminuindo as doenças e promovendo saúde e vitalidade dos colaboradores.

Vale levar em consideração que saúde e vitalidade reduzem os índices de absenteísmo da empresa, e consequentemente aumentam a produtividade.

Maria José Pinheiro

Sobre o Autor: Maria José Pinheiro

Nutricionista pela Universidade Estadual do Ceará - UFC, especialista em Alimentos Funcionais e Nutrigenômica pela Universidade Estácio de Sá. Pós-graduanda em Nutrição Clínica Funcional pela CVPE/UNICSUL. Consultora em APPCC pelo SENAC. Atua como Nutricionista nos Serviços Médicos e Clínicos do SESI Ceará, unidade Parangaba.
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