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Investindo em Ergonomia com soluções de baixo custo – Blog SESI de Saúde e Segurança
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Investindo em Ergonomia com soluções de baixo custo

Atualmente, no Brasil, muitas empresas estão reconhecendo a Ergonomia como forma de alcançar o conforto do trabalhador à execução das tarefas, o que permite a interação do homem com o trabalho de forma favorável e benéfica, tanto para o trabalhador como para a empresa. Falando a nível industrial, a prática da ergonomia facilita, rende e desenvolve o esforço humano, a ponto de evitar danos ao mesmo e contribuir para um processo produtivo mais rentável.

A AET (Análise Ergonômica do Trabalho) é um meio para se atingir o conhecimento sobre esses riscos ergonômicos e, muito além disso, permitir condições para administrá-los, ou seja, eliminar, diminuir ou transformar o que antes era considerado prejudicial ao indivíduo, em soluções ergonômicas saudáveis e com qualidade.

A partir da elaboração da AET, podemos dispor de uma diversidade de soluções ergonômicas que podem ter baixíssimo custo para a empresa ou até mesmo chegar a custo zero, ou seja, com simples melhorias em processos e organização dos métodos de trabalho, a empresa lucra sem gastar absolutamente nada. Segundo Hudson, estima-se que cerca de 50% dos problemas ergonômicos dentro de uma empresa podem ser solucionados com melhorias pequenas, de baixo custo.

Citamos alguns exemplos de medidas simples, que podem chegar a baixo investimento ou a custo zero.

Para escritórios ou postos administrativos:

  • Modificação na altura de monitores de computador com livros, revistas ou outros objetos, diminuem as causas de dores cervicais, de pescoço e dores na região dorsal da coluna.
  • Melhora da iluminação ambiental com a simples mudança de posicionamento das lâmpadas, o que trará maior conforto visual e diminuirá as queixas visuais, bem como enxaquecas.
  • Reposicionar mesas de trabalho de forma que fiquem dispostas ao lado das janelas. Isso evita reflexos e ofuscamentos na tela do monitor permitindo melhor visualização e conforto.
  • Alteração de cores nas paredes permite um ambiente mais reconfortante à visão e transmite menos claridade.

Para postos produtivos ou industriais, as indicações dependem de cada ramo de atividade da empresa e do produto fabricado por ela, mas algumas dicas se aplicam a várias indústrias. Veja abaixo:

  • Proibir atividades ou movimentos que fazem o trabalhador ter que acessar o chão, curvando-se e elevando cargas. Sempre que possível elevar caixotes, caixas, paletes, entre outros, para a altura de 50cm do solo. Isso diminuirá a sobrecarga na coluna e evitará as conhecidas dores lombares.
  • Alternar as posturas de trabalho, ou seja, se o colaborador fica muito tempo em pé, disponibilizar cadeira para que ele se sente e possa realizar a atividade sentado; ou o contrário, se ele trabalha somente sentado, incentivar que alterne para a postura em pé. A melhor postura é aquela que permite a flexibilidade, esta ação diminui varizes, cansaço nos membros inferiores, lombalgias e dorsalgias.
  • Diminuir alturas de prateleiras, maquinários ou outros locais em que o trabalhador necessite acessar peças ou ferramentas para realizar suas tarefas. Esse tipo de modificação evita danos acarretados aos membros superiores, principalmente nos ombros e braços, o que reflete em bursites e tendinites.

Várias soluções podem surgir da AET realizada pelo ergonomista, mas também podem vir do trabalhador, que está ali diariamente e conhece, como se fala popularmente, de “cabo a rabo”, suas atividades, metas e processos. Afinal, conforme o próprio Manual de Aplicação da Norma Regulamentadora n°17, a AET é construtiva e deve contar com a participação não somente da empresa que está interessada na melhoria dos seus processos e maior produtividade, mas também dos colaboradores, que querem melhorar suas habilidades e conhecimentos a fim de não sofrerem impactos negativos na sua saúde.

Treinamentos em ergonomia, juntamente com a formação de Comitês de Ergonomia, os conhecidos COERGOs, também são ótimas oportunidades para alcançar soluções ergonômicas, com arranjos específicos, de forma criativa, que reduzem os problemas e trazem mudanças significativas e adequadas à realidade de cada empresa.

Mirlene Holanda

Sobre o Autor: Mirlene Holanda

Enfermeira pela Universidade Federal do Ceará – UFC, possui pós-graduação em Enfermagem do Trabalho pela Instituição 4 Saberes (chancelada pela Universidade Estadual do Ceará – UECE) e em Saúde da Família pela Universidade Federal do Ceará – UFC. Atua como enfermeira do trabalho na unidade SESI Parangaba.
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