participa.br, da Secretaria do Trabalho. As contribuições devem ser realizadas diretamente no documento eletrônico disponível até o dia 28 de setembro de 2019. Há quatro propostas de textos: NR 7, NR 9, NR 17 e Programa de Gerenciamento de Riscos.

NR-7

A revigorada NR 7 estabelece princípios e procedimentos para o controle médico da saúde dos empregados nas organizações, com o objetivo de proteger e preservar a saúde física e mental desses trabalhadores, em relação aos riscos gerados pelo trabalho. Os requisitos sobre os exames médicos complementares foram atualizados e ampliados.

NR-9

A nova NR 9 estabelece os requisitos mínimos para a proteção da saúde e integridade dos trabalhadores expostos a agentes químicos, físicos e biológicos. Além do texto principal, conterá anexos que tratam do reconhecimento, avaliação e controle das exposições a agentes específicos. Os aspectos de gestão de riscos estabelecidos pelo texto atual – Programa de Prevenção de Riscos Ambientais - serão tratados para abranger todos os tipos de riscos na forma de um programa de gerenciamento de riscos ocupacionais.

NR-17

No renovado texto proposto para a NR 17, as condições de trabalho incluem aspectos relacionados ao levantamento, transporte e descarga de materiais, ao mobiliário, aos equipamentos e máquinas e às condições ambientais do posto de trabalho e à organização do trabalho. Também esclarece em que situações devem ser realizadas a análise ergonômica do trabalho (AET) e qual deve ser o tratamento diferenciado para pequenas empresas. O novo texto visa estabelecer diretrizes e requisitos para a adaptação das condições de trabalho às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança, saúde e desempenho eficiente.">
Gestão do absenteísmo impacta positivamente em custos e produtividade – Blog SESI de Saúde e Segurança
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SESI
Gestão do absenteísmo impacta positivamente em custos e produtividade

O absenteísmo é fenômeno de largo alcance e de origem multifatorial, com diversos e variados impactos na gestão de custos e de produtividade das empresas, e que apresenta tendência crescente nos últimos anos. O absenteísmo pode estar relacionado diretamente às condições atuais de segurança e saúde do trabalho nas empresas, bem como a condições clínicas sem relação causal direta com o trabalho, tais como as doenças crônicas não transmissíveis, como a hipertensão arterial ou o diabetes.

A observação de fatores relacionados às condições de trabalho, estilos de liderança, participação na tomada de decisões e relacionamentos profissionais nos ambientes de trabalho podem auxiliar no entendimento e abordagem do absenteísmo nas organizações empresariais.

O monitoramento e a abordagem sistemática das causas e consequências do absenteísmo devem ser conduzidos de forma a gerar evidências técnicas que possam ser analisadas com vistas à elucidação e à constituição de plano de ação capaz de produzir indicadores gerenciáveis ao longo do tempo, sobretudo nos aspectos vinculados aos impactos negativos sobre a produtividade e os custos envolvidos, bem como à competitividade no mercado. A gestão do absenteísmo, portanto, apresenta-se como imprescindível instrumento de suporte à gestão empresarial.

As questões vinculadas ao absenteísmo nas organizações podem ser enfrentadas de variadas maneiras, destacando-se as ações relacionadas aos processos de gestão em segurança e saúde do trabalho e de promoção da saúde nos ambientes de trabalho. No Brasil, um quantitativo expressivo do absenteísmo, segundo dados oficiais da Previdência, está relacionado aos acidentes de trabalho e às doenças relacionadas ao trabalho dos aparelhos osteomuscular, bem como às doenças mentais e/ou comportamentais, representando estas um desafio crescente e que ainda carece de abordagem mais assertiva e resolutiva nos cenários organizacionais, relacionadas à gestão dos fatores psicossociais e suas múltiplas dimensões.

A gestão de absenteísmo deve necessariamente ser instrumento de atendimento ao arcabouço jurídico e normativo em segurança e saúde do trabalho, tornando as empresas atentas e com postura proativa frente aos diversos mecanismos da legislação trabalhista e previdenciária em segurança e saúde do trabalho e que são potenciais geradores de aumentos de custos operacionais com expressivo impacto financeiro sobre a produtividade, tais como o e-Social, o FAP – Fator Acidentário de Prevenção, o NTEP – Nexo Técnico Epidemiológico Previdenciário e as Ações Regressivas.

Alexandre de Lima Santos

Sobre o Autor: Alexandre de Lima Santos

Médico pela Universidade Federal do Ceará - UFC, pós-graduado em Medicina do Trabalho pela Universidade Estácio de Sá/RJ, mestre em Saúde Pública pela Universidade Federal do Ceará - UFC, faz parte da Comissão Técnico-Científica da Associação Nacional de Medicina do Trabalho - ANAMT. Atualmente é Médico do Trabalho na Unidade de Segurança e Saúde para a Indústria - SESI Ceará.
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