Em 2022, o novo modelo de Ensino Médio já está em vigor nas escolas brasileiras, pelo menos para os estudantes do 1º ano. A implementação obrigatória está sendo realizada de forma gradual, de modo que todas as três séries estejam adaptadas até 2024.

A rede de Escolas SESI SENAI foi a primeira no País a começar a implementar o novo sistema, ainda em 2018, nos estados do Ceará, Alagoas, Bahia, Goiás e Espírito Santo. A primeira turma que cursou esse novo sistema completo, do 1º ao 3º ano, se formou em 2020.

Devido ao grande abandono escolar no Ensino Médio, notou-se a necessidade de reformular o modelo de ensino para torná-lo mais aderente ao interesse do jovem do século XXI e às demandas do mercado de trabalho.

Antes, todos os estudantes passavam pela mesma formação, agora cada um deles tem a chance de escolher parte dos assuntos que desejam aprofundar ou realizar um curso técnico dentro da carga horária de Ensino Médio. São muitas novidades, confira os detalhes das mudanças do antigo para o novo modelo e entenda como vai funcionar.

Escola SESI SENAI Unidade Parangaba

Como a grade curricular é dividida    

Entre as principais mudanças, o currículo escolar agora é dividido em duas partes: disciplinas iguais para todos os estudantes, conhecidas como Base Nacional Comum Curricular, e uma disciplina de maior interesse ou curso técnico optado pelo aluno, denominado itinerário formativo.

Dessa forma, os jovens são formados em fundamentos básicos para ter uma visão de mundo crítica e abrangente, mas também podem estudar com mais afinco os temas que mais despertam interesse para o seu futuro profissional.

Conteúdo1º ano2º ano3º ano
Base Nacional Comum Curricular800 horas600 horas400 horas
Itinerário formativo200 horas400 horas600 horas

O Ensino Médio continua sendo dividido em três anos, mas a carga horária é um pouco maior. O tempo mínimo aumentou de 800 para 1.000 horas.

Base Nacional Comum Curricular

Estávamos acostumados a aprender disciplinas específicas, como Biologia, História e Português. Então, outra grande mudança é que o conteúdo é ensinado de forma interdisciplinar, ou seja, todas as matérias foram aglutinadas em quatro disciplinas, por áreas de conhecimento.

LinguagensMatemáticaCiências HumanasCiências da Natureza
Língua Portuguesa Inglês Educação Física Artes  MatemáticaHistória Geografia Filosofia SociologiaBiologia Química Física

Hoje, em vez de os horários de aula serem distribuídos para 12 disciplinas, eles passam a ser divididos para essas quatro (Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza), em diferentes proporções. Nenhuma disciplina tradicional foi excluída. O que muda é o formato como elas vão ser ensinadas.

Itinerários formativos

Enquanto um aluno pode ter muito mais facilidade em entender os grandes filósofos da humanidade, outro pode ter mais interesse em equações e trigonometria, e um terceiro pode estar mais inclinado a desenvolver habilidades profissionais.

Então a proposta dos itinerários formativos é dar essa oportunidade de aprofundar seus conhecimentos na disciplina que você mais gosta entre Linguagens, Matemática, Ciências Humanas e Ciências da Natureza ou optar por um curso técnico.

O itinerário formativo é escolhido no começo do 1º ano e deve ser seguido até o fim do Ensino Médio.

As escolas são obrigadas a ofertar, pelo menos, dois desses itinerários formativos. Nas escolas SESI SENAI, são ofertados para todos os alunos as seguintes opções:

Além disso, os dependentes de trabalhadores da indústria podem optar gratuitamente pelas seguintes alternativas, que são ofertadas na unidade do SENAI da Barra do Ceará:

Projeto de Vida

Ao considerar que nessa fase da vida começamos a pensar sobre carreira profissional, a reforma incluiu no programa pedagógico o Projeto de Vida, que tem como objetivo orientar os alunos a explorar suas habilidades, descobrir seus interesses e estimular o autoconhecimento.

Cada escola tem a liberdade de decidir se o Projeto de Vida vai ser em formato de disciplina específica ou vai ser diluído nas aulas, por meio de conversas e atividades com os professores. De qualquer forma, ele está incluído na carga horária obrigatória a todos, isto é, na Base Nacional Comum Curricular.

Quais as vantagens desse modelo?

Conheça a Escola SESI SENAI

No Ceará, as unidades são localizadas em Fortaleza (Parangaba e Centro), Sobral e Juazeiro do Norte. Venha na Escola SESI SENAI conhecer melhor nossa metodologia diferenciada, com aulas também de empreendedorismo e robótica e espaços inovadores, como Sala de Matemática, Sala de Ciências e Espaço Maker.

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Fim do PPRA e chegada do PGR: perguntas e respostas para você entender o que muda – Blog SESI de Saúde e Segurança
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Fim do PPRA e chegada do PGR: perguntas e respostas para você entender o que muda

Fim do PPRA, do PCMAT, início do PGR, mudanças nas NRs… São muitas informações, concorda? E para ajudar você na transição do PPRA para o PGR, reunimos neste artigo as principais dúvidas (e suas respostas).

Sabemos que mudanças sempre podem gerar insegurança e aflição, mas o nosso objetivo é tornar esse processo mais tranquilo e simples para você e sua empresa.

O que é o PGR?

O PGR é uma ferramenta gerencial administrativa que tem o objetivo de gerenciar os riscos da organização. A nova NR-1 estabeleceu a obrigatoriedade da elaboração do PGR, com o intuito de consolidar as informações para preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores nos ambientes de trabalho, por meio de um conjunto de ações permanentes que devem ser planejadas e desenvolvidas em uma empresa.

Lembrando que o PGR não é um documento com forma definida, ele é composto pelo inventário de riscos e pelo plano de ação. Mais para frente você vai entender mais sobre eles.

Por agora, é importante que você saiba que o PGR é um processo de melhoria contínua, isso significa que qualquer alteração que houver em algum processo na sua organização, o PGR deverá ser adequado de acordo com essas mudanças.

Por que o PPRA mudou para PGR?

Nos dias 9 e 10 de março de 2020 duas Portarias foram publicadas, aprovando as redações de duas novas NR – Normas Regulamentadoras que são:

  • A nova redação da Norma Regulamentadora nº 01 – Disposições Gerais e Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO).
  • A nova redação da Norma Regulamentadora nº 09 – Avaliação e Controle das Exposições Ocupacionais a Agentes Físicos, Químicos e Biológicos.

Essas são as Portarias respectivamente:

A partir de quando o PPRA deixa de existir e o PGR passa a ser obrigatório? 

Através da Portaria N° 8.873, de 23 de julho de 2021, ocorreu a oficialização da prorrogação da substituição do PPRA pelo PGR para o dia 03 de janeiro de 2022. 

Afinal, o que muda do PPRA para o PGR?

Antes de explicar o que muda, precisamos recapitular o que significa PPRA. Ele é o Programa de Prevenção de Riscos Ambientais e trata de ações, iniciativas, projetos, técnicas e práticas que possuem o objetivo de tornar o ambiente de trabalho mais seguro para todas as pessoas que estão ali.

Além do PPRA, há também o PCMAT, Programa de Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria de Construção. Ele é um programa de alta complexidade que infere sobre vários aspectos que requerem atenção, sendo mais detalhado que o PPRA. Esse programa vai garantir maior segurança no trabalho, reduzindo cada vez mais os riscos de acidentes em cada etapa da obra.

Ambos serão substituídos pelo PGR que, basicamente, é regido por 3Ps:

Prevenção – atuando com medidas preventivas para evitar doenças e acidentes.

Promoção – garantindo a promoção a vida do trabalho.

Proteção – de caráter mais imediato, com o intuito de proteger os trabalhadores expostos aos riscos ambientais gerados. 

Mas, por que o PGR e os 3Ps são importantes? As estatísticas respondem essa pergunta: a cada 15 segundos, um trabalhador morre de acidentes ou doenças relacionadas com o trabalho. O Brasil ocupa o quarto lugar em relação ao número de mortes, perdendo apenas para a China, Estados Unidos e Rússia. 

Com essa mudança, o PGR irá trazer diretrizes mais avançadas com relação à gestão. Entendemos que o assunto parece complicado e, por isso, fizemos essa imagem para que você entenda com mais clareza.

O PGR tem dois documentos principais: o Inventário de Riscos e o Plano de Ação. No Inventário, serão identificados e avaliados os riscos que os trabalhadores podem estar expostos. E o Plano de Ação engloba todas as medidas técnicas voltadas para a adequação e conformidade da empresa, a partir do estabelecimento das medidas de controle dos riscos ocupacionais. É preciso que o Plano não se resuma apenas em listar o que se quer implementar, mas também listar o que já está implementado e assegurar que a manutenção seja realizada. 

Ou seja: primeiro os riscos são avaliados, depois serão tratados estabelecendo as medidas de controle. E isso é circundado por um contexto de gestão mais assertiva, a fim de evitar surpresas desagradáveis.

Além disso, o PGR também deve trazer uma redução nos cursos, além de ser menos burocrático na sua implementação, com um prazo de renovação maior se comparado a outros programas de saúde ocupacional e prevenção de acidentes.

De acordo com a Portaria, as empresas devem prestar informações de segurança e saúde no trabalho em formato digital, em modelo aprovado pela Secretária do Trabalho.

O PGR é obrigatório para todos? 

Não. Os microempreendedores individuais (MEI) não estão obrigados a fazer o PGR em nenhuma situação. Também ficam dispensadas as microempresas (ME) e as empresas de pequeno porte (EPP) com graus de risco 1 e 2, que comprovem inexistência de riscos em exposições ocupacionais a agentes biológicos, químicos e físicos, em conformidade com a NR-9 e declarem as informações digitais. 

O PGR precisa estar integrado com demais programas de SST?

Sim, os programas precisam estar alinhados para uma gestão de saúde e segurança do trabalho assertiva. 

Caso ocorra uma fiscalização de um auditor, o que de fato será solicitado?

O PGR pode ser apresentado em forma impressa ou digital. O tempo de guarda deve ser de 20 anos e a atualização dos PGRs a cada 2 anos, no formato de históricos. Lembrando que sempre que houver uma mudança significativa, o PGR precisa ser atualizado, uma vez que ele é um “documento vivo”. 

Caso, em um período de 2 anos, não houver nenhuma mudança, é que este passa a ser o prazo limite para sua atualização. Caso a empresa não realize o PGR, pagará uma multa que varia de acordo com a quantidade de funcionários que houver na organização. 

Quem é o responsável pela elaboração e assinatura do PGR?

A responsabilidade é da organização, que pode elaborar internamente, caso tenha conhecimento técnico para tal, ou pode repassar a atividade para uma empresa confiável que conte com profissionais capacitados, como o técnico de segurança do trabalho.

Aqui no SESI, por exemplo, contamos com todo um time capacitado e de multiprofissionais para orientar sua empresa a aplicar a nova versão da NR-1 e elaborar o documento, visando a preservação da saúde e da integridade dos trabalhadores, por meio da antecipação, reconhecimento e avaliação da ocorrência de riscos ambientais existentes no ambiente de trabalho. Quer saber mais sobre esse e outros assuntos importantes para sua indústria? Clique aqui

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Sobre o Autor: SESI

O blog corporativo do SESI Ceará surge como um instrumento de ligação com o público externo, no qual oferece seu conhecimento e expertise em Saúde e Segurança para a Indústria como fomento para a discussão de temas inerentes à área.
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