Educação postural – Blog SESI de Saúde e Segurança
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Educação postural

O que é postura corporal? Será que existe uma postura correta para todas as pessoas? Os vícios posturais e/ou desequilíbrios posturais trazem, como consequência, as dores, mais precisamente as síndromes dolorosas. Tudo vai depender do modo de vida de cada pessoa, das posturas diárias e da conscientização corporal. Será que você, trabalhador da indústria, já parou para pensar se seus posicionamentos diários nas atividades laborais e no lazer são adequados para sua saúde e bem-estar do seu corpo?

Em seu livro Medicina de Reabilitação, Lianza (1985) cita a Academia Americana de Ortopedia, que define a postura como “um inter-relacionamento relativo das partes do corpo, portanto, o equilíbrio entre os ossos, músculos, tendões e ligamentos, estruturas que sustentam e protegem o corpo contra agentes externos ou internos, e que, de uma forma ou de outra, atuam na tentativa de quebrar a harmonia estática e dinâmica desse equilíbrio”.

Cada indivíduo possui características biológicas diferentes um do outro. Portanto, não existe uma postura correta para todas as pessoas: ela pode variar de um indivíduo para outro. Pode-se dizer que a melhor postura a ser adotada por uma pessoa é aquela que supre todas as necessidades mecânicas do seu corpo, e que, para se manter numa posição ereta, ela terá o menor esforço muscular possível.

Em contrapartida, a “má-postura” é aquela que propicia os desequilíbrios posturais – quando a pessoa permanece por um longo período numa postura inadequada, ocorrem alterações musculoesqueléticos, e a sobrecarga mecânica será maior para seu corpo, ocasionando, assim, as dores ou síndromes dolorosas.

Alguns fatores podem impactar na postura de cada indivíduo, como: doenças congênitas, obesidade, má postura, atividade física sem orientação, alimentação inadequada, distúrbios respiratórios, desequilíbrios musculares, frouxidão ligamentar, fadiga prolongada, dentre outros.

O ideal é que o indivíduo mantenha uma postura correta e realize suas atividades laborais com menor gasto energético, menor sobrecarga mecânica para o corpo e, consequentemente, uma redução do risco de lesões.

Os programas de Ginástica Laboral devem conter exercícios funcionais, com ênfase em alongamentos, mobilidade articular, equilíbrio, coordenação motora, força, resistência, estímulos proprioceptivos, reeducação postural, respiratória e exercícios de relaxamento.

Esses são necessários para a prevenção de lesões osteomusculares, a diminuição da fadiga muscular, além de promover um maior estímulo, integração e motivação nos colaboradores.

É o profissional de Educação Física que tem o papel primordial como professor e orientador na profilaxia dos vícios posturais e na reeducação motora. É ele que vai proporcionar, ao trabalhador da indústria, uma harmonia/equilíbrio corporal e uma boa qualidade física.

O SESI Ceará, no serviço da Promoção da Saúde, está aplicando uma nova ferramenta nas indústrias, que é o “Perfil Ergonômico SESI”, o qual realiza um levantamento de dados sobre os aspectos ergonômicos, identificando a incidência da percepção da dor e fadiga muscular nos trabalhadores da indústria. E com bases nos resultados, os profissionais do SESI Ceará sugerem, para a empresa, soluções integradas para prevenção de problemas osteomusculares, como blitz postural, análise ergonômica do trabalho e ginástica laboral.

Considerando que os planejamentos das aulas de ginástica laboral serão direcionados de acordo com o resultado do perfil, com exercícios específicos e conforme a necessidade de cada setor, será promovida uma mudança significativa no estilo de vida do trabalhador.

Keila Celestino

Sobre o Autor: Keila Celestino

Educadora Física pela Faculdade Estácio – FIC e especialista em Fisiologia do Exercício e Treinamento Esportivo pela Universidade Estadual do Ceará – UECE. Atua como profissional de Educação Física no SESI Ceará na área de Ginástica Laboral e possui conhecimento nas áreas de Musculação, Hidroginástica, Treinamento Personalizado e Avaliação Física.
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