Dia mundial de combate à AIDS – Dezembro vermelho – Blog SESI de Saúde e Segurança
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Dia mundial de combate à AIDS – Dezembro vermelho

Desde outubro de 1987, o dia 1º de dezembro é lembrado como o Dia Mundial de combate à AIDS. Esta data foi estabelecida pela Assembleia Mundial de Saúde, juntamente com a Organização das Nações Unidas (ONU) como forma de fortalecer a solidariedade, a tolerância e a compreensão para com as pessoas infectadas pelo HIV/AIDS.

No Brasil, o Dezembro Vermelho foi instituído pelo Ministério da Saúde através da Campanha Nacional de Prevenção ao HIV/AIDS e outras infecções sexualmente transmissíveis através da Lei 13.504/2017, com o objetivo de sensibilizar sobre medidas de prevenção, assistência, proteção e promoção dos direitos humanos das pessoas infectadas pelo HIV. Em 2018, foram diagnosticados 43.941 novos casos de HIV e 37.161 casos de AIDS notificados no SINAN. De 1980 a junho de 2019, foram identificados 966.058 casos de AIDS.

O HIV (vírus da imunodeficiência humana) é o retrovírus causador da Síndrome da Imunodeficiência Adquirida (AIDS), atacando o sistema imunológico, que é responsável pela defesa do organismo contra doenças. O HIV liga-se a um componente da membrana dessa célula, os linfócitos T CD4+, multiplicando-se em seu interior. Com isso, o sistema de defesa vai pouco a pouco perdendo a capacidade de responder adequadamente, tornando o corpo mais vulnerável a doenças.

O vírus pode ser transmitido por meio de relações sexuais desprotegidas, compartilhamento de seringas contaminadas ou ainda de mãe para filho durante gravidez e amamentação. Por isso a importância de fazer o teste diagnóstico (coleta de sangue ou por fluido oral) e se proteger em todas as situações. Não há transmissão do vírus com doação de sangue, beijo na boca ou no rosto, suor ou lágrima, picada de inseto, aperto de mão ou abraço, piscina, relação sexual com uso de preservativo de forma adequada.

O diagnóstico pode ser realizado gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de exames laboratoriais e testes rápidos, com a possível detecção dos anticorpos contra o HIV.

Ter HIV não significa ter AIDS. A pessoa soropositiva pode viver vários anos sem desenvolver a doença, caso realize o diagnóstico precoce, tratamento adequado e acompanhamento ambulatorial.

O tratamento é realizado com medicações antirretrovirais (coquetel), que impedem a multiplicação do vírus dentro das células T-CD4+, proporcionando maior sobrevida dos indivíduos diagnosticados e qualidade de vida através da redução da carga viral e consequente reconstituição do sistema imunológico, o que impede o surgimento da AIDS.

Dessa forma, neste mês, são realizadas diversas atividades e mobilizações, tais como iluminação de prédios públicos na cor vermelha, veiculação da campanha na mídia, palestras e outras atividades educativas, visando informar e alertar para adoção de comportamento seguro, preventivo e saudável, além de motivar a busca de diagnóstico e tratamento precoce.

Muitas conquistas já foram alcançadas ao longo dos anos devido à política de enfrentamentos da epidemia desenvolvida no Brasil, mas é necessário estarmos alertas e agir através de um esforço conjunto, que envolva a sociedade inteira – entidades públicas e privadas – em ações contínuas, que promovam a conscientização e a atitudes positivas diante da temática.

O SESI Ceará dispõe de serviços voltados para educação continuada com a finalidade de conscientizar os trabalhadores da indústria sobre a importância do cuidado à saúde e prevenção de doenças. Saiba mais clicando AQUI.

Ana Suzane Martins

Sobre o Autor: Ana Suzane Martins

Mestre em Enfermagem pela Universidade Federal do Piauí, especialista em Enfermagem do Trabalho pela Faculdade Latino-Americana de Educação. Atua como Enfermeira do Trabalho no SESI Ceará, unidade Sobral.
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