Falando sobre trabalho e saúde: o que as empresas podem fazer para diminuir a transmissão do Covid-19? As empresas do mundo inteiro estão tomando medidas de prevenção na tentativa de conter a transmissão do coronavírus. Várias medidas podem ser adotadas, como: dispensar os colaboradores, se possível, para trabalho em home office; sensibilizar sobre a importância da lavagem das mãos, bem como, manter um distanciamento de 2 metros entre as pessoas; organizar e agendar os horários de atendimentos para que não haja aglomerações; colocar placas de sinalização (sente aqui ou aguarde aqui) com 2 metros de distância; distribuir álcool em gel 70% para seus funcionários; divulgar os casos confirmados de Covid-19 na empresa, para que os outros funcionários fiquem atentos para possíveis sintomas, assim como, tomar medidas de isolamento social; estimular a higienização dos equipamentos de trabalho (computador, teclado, mouse e bancadas); e também orientar sobre uso de máscara e de outros EPI para aqueles trabalhadores que necessitam, como é caso dos profissionais de saúde. Portanto, todas essas medidas geram grande impacto na rotina da empresa e na vida de seus colaboradores. Não é verdade? O SESI elaborou um guia para ajudar as empresas na construção de seus planos corporativos de contingenciamento à pandemia de Covid-19 no território nacional. É importante que todas as empresas elaborem seu plano, pois, este possibilita identificação dos riscos e, assim, determina uma conduta mais eficaz em cada situação.

O que fazer se surgir um caso de Covid-19 confirmado na empresa?

Primeiramente, a empresa deve identificar se o colaborador com diagnóstico de Covid-19, apresenta sintomas (sintomático) ou não tem sintomas (assintomático). Mediante essa classificação são tomadas medidas de prevenção. Colaborador assintomático, deve: ser imediatamente isolado; receber máscara e instruções de uso; ser encaminhado para quarentena domiciliar; receber orientação sobre quando e como entrar contato com o sistema de saúde; receber orientação sobre medidas a serem adotadas durante o isolamento domiciliar para prevenção da contaminação a outras pessoas; receber orientação sobre medidas a serem tomadas caso precise se deslocar para o posto de saúde; ser monitorado de 2 em 2 dias para acompanhar a evolução da doença e a situação das pessoas que moram com ele. Já o colaborador que apresentar sintomas deve: ser imediatamente isolado; receber máscara e instruções de uso; ser encaminhado para uma unidade básica de saúde mais próxima; caso o serviço de saúde o encaminhe para quarentena domiciliar; receber todas as orientações destinadas para os casos assintomáticos. No entanto, as pessoas que mantiveram um contato por um tempo acima de 15 minutos e com uma aproximação menor de 2 metros de distância de uma pessoa com diagnóstico confirmado também precisam ser colocadas em quarentena por 14 dias; receber orientações sobre medidas de desinfecção e isolamento domiciliar. É necessário interditar para fazer uma desinfecção no local de trabalho do colaborador com Covid-19. Assim, realiza-se uma limpeza de todas as superfícies e equipamentos utilizados, já que o vírus pode permanecer vivo por dias em algumas superfícies.">
Comitê de ergonomia: quando e como implementar – Blog SESI de Saúde e Segurança
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Comitê de ergonomia: quando e como implementar

O Comitê de Ergonomia (COERGO) é uma ferramenta que possibilita o envolvimento e a participação dos profissionais de todas as áreas dentro de uma organização. Ele atua de forma ativa nas tomadas de decisões referentes às ações corretivas e preventivas no que diz respeito a conforto ambiental, produtividade e melhor qualidade dos serviços prestados, promovendo melhorias contínuas em toda esfera do gerenciamento do sistema de gestão de saúde e segurança do trabalho.

Quando falamos sobre o assunto, uma das perguntas mais frequentes é: quais são as etapas para instituição de um sistema de gestão em ergonomia? Como posso implementar a ergonomia na minha empresa de forma mais eficiente?

O primeiro passo é identificar os problemas ergonômicos e as sugestões de melhorias, para que o posto de trabalho se adeque às características do trabalhador. Por isso recomendamos que seja elaborada uma análise ergonômica do trabalho (AET). O segundo passo é a criação do Comitê de Ergonomia (COERGO), que visa verificar os problemas encontrados nos postos de trabalho e os riscos das funções que podem contribuir para o desenvolvimento de lesões.

A formação do comitê é uma das etapas da implantação da ergonomia na empresa e tem como objetivo formar uma equipe multidisciplinar com profissionais de diferentes setores da empresa, para atuarem de forma objetiva nas melhorias ergonômicas, com foco nas resoluções das situações de riscos apontadas na AET.

Seguem recomendações para criação do Comitê de Ergonomia (COERGO):

  1. Definir quais serão os membros que farão parte do COERGO;
  2. Orientar e treinar os membros;
  3. Realizar um mapeamento das condições ergonômicas com base na AET;
  4. Definir as prioridades a serem tratadas, baseadas nas categorias de resolução;
  5. Elaborar um plano de ação com as adequações ergonômicas;
  6. Realizar uma análise das melhorias implementadas, documentando e anexando formulários de avaliação;
  7. Realizar treinamentos de conscientização com todos os trabalhadores.

Dentre as inúmeras vantagens para implantação do COERGO pode-se destacar:

Troca de experiência multidisciplinar: a participação e envolvimento de profissionais de diversos campos de atuação garante uma maior assertividade nas ações tomadas.

–  Manutenção da gestão eficiente: os indicadores de desempenho são acompanhados de forma mais precisa estabelecendo uma causa raiz para os problemas relacionados ao absenteísmo.

Conquista de certificações: no mundo empresarial as certificações são de extrema importância pois são indicativos de empresa que atendem as boas práticas de gestão, respeitando o meio ambiente, a saúde e segurança do trabalho.

Manutenção das análises ergonômicas atualizadas:  o Comitê de Ergonomia acompanha de forma mais assídua o cronograma de ações estabelecidas pela análise ergonômica do trabalho (AET).

A implantação do Comitê de Ergonomia (COERGO) é uma opção de monitoramento e controle de melhoria contínua, de baixo custo de manutenção e efetividade em multiplicar a cultura de ergonomia dentro da empresa, de maneira mais assertiva na otimização dos processos referentes à saúde e segurança do trabalho.

Séfora Gondim Bezerra

Sobre o Autor: Séfora Gondim Bezerra

Engenheira Agrônoma pela Universidade Federal Rural do Semi-Árido – UFERSA, especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Universidade Potiguar – UnP e em Ergonomia pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR. Atualmente é engenheira de Segurança do Trabalho no setor de Saúde e Segurança do Trabalho do SESI Ceará, na unidade Parangaba.
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