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Em todo caso, independente de qual profissional escolher, não hesite em buscar ajuda. Procure um profissional confiável para que ele faça uma avaliação e dê o melhor diagnóstico para você poder cuidar da sua saúde e qualidade de vida.

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Aspectos da enxaqueca no ambiente de trabalho – Blog SESI de Saúde e Segurança
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Aspectos da enxaqueca no ambiente de trabalho

A enxaqueca, também conhecida como migrânea, é um tipo de cefaleia, dor de cabeça, que se caracteriza por episódios recorrentes de dores, considerada um quadro neurológico de repetição que pode gerar incapacidade de realizar atividades simples do dia a dia. Essa doença pode se manifestar por meio de outros sintomas que não somente a dor de cabeça, como também, náuseas, vômitos, fotofobia, fonofobia e parestesias podem estar presentes no quadro.

Segundo o Global Burden of Diseases, estima-se que quase 3 bilhões de indivíduos tiveram enxaqueca ou cefaleia do tipo tensional em 2016, sendo 1,89 bilhões com cefaleia do tipo tensional e 1,04 bilhão com enxaqueca. No entanto, a enxaqueca teve um peso de incapacidade muito maior do que a cefaleia tensional.

Num estudo realizado pelo Global Burden of Diseases, que analisou a carga global de 369 doenças em 204 países ou territórios, entre 1990 e 2019, apontou-se que no Brasil, a cefaleia é a 9ª principal causa de morte ou incapacidade combinada.  

A enxaqueca é uma doença multifatorial e sua etiologia ainda não é completamente desvendada, sabemos que aspectos como predisposição genética, alterações hormonais e de neurotransmissores, além de fatores comportamentais como o consumo de cafeína, estresse, ansiedade, ficar muito tempo em jejum ou privação de sono são importantes para gerar as crises.

A maior pesquisa global sobre enxaqueca, chamada My Migraine Voice que envolvendo mais de 11.266 pessoas de 31 países, incluindo o Brasil,realizada pela Aliança Europeia para Migrânea e Cefaleia, mostrou o grande impacto que estas doenças têm para o mundo do trabalho. Resultando diretamente na produtividade, aumentando o absenteísmo, por faltas ou atrasos e o presenteísmo. 

Ainda de acordo com a pesquisa, 60% dos portadores de enxaqueca crônica chegam a perder até uma semana por mês em virtude das crises; e cerca de 37% deles informaram que convivem com a enxaqueca há 16 anos ou mais. Os dados ainda revelaram que a enxaqueca reduz a produtividade em 53%, número que sobe para 56% no caso de indivíduos cujo tratamento preventivo falhou mais de duas vezes. Entre os entrevistados, 90% disseram já ter utilizado pelo menos um tratamento preventivo e 80% precisaram alterá-lo uma ou mais vezes.

O mais interessante no contexto do mundo do trabalho é que, mesmo com este número alto do impacto das doenças nos resultados das empresas, apenas 18% das organizações oferecem uma rede de apoio ao funcionário. 

Além dos tratamentos individuais, para mitigarmos os impactos da enxaqueca no nível corporativo, se faz necessária a criação de uma rede de apoio e suporte ao trabalhador, pois ambientes muito estressantes, cobranças internas e externas, falta de limites entre a vida pessoal e laboral são fatores desencadeadores das crises. E isso, retorna para a empresa com a diminuição dos resultados, criando um ciclo vicioso em relação a doença. 

De forma prática, as organizações precisam conhecer seus números em relação a estas e outras doenças, para desenvolver uma estratégia corporativa de solução para estes problemas de saúde que impactam os trabalhadores e, consequentemente, o resultado operacional da companhia. A estratégia deve envolver uma rede de suporte, acolhimento e auxílio para encontrar as soluções, tanto para os tratamentos individuais como para o desenvolvimento de políticas de saúde corporativa.

Claudio Patrício

Sobre o Autor: Claudio Patrício

Diretor Científico da Associação Cearense de Medicina do Trabalho, especialista em Medicina do Trabalho AMB/ANAMT, pesquisador do Centro de Inovação SESI em Economia para Saúde e Segurança, coordenador Corporativo de SSO Sistema FECOMÉRCIO e Membro Titular do ICOH - International Commission on Occupational Health.
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