O que é o Novembro Azul?

A campanha do Novembro Azul foi criada em 1999 na Austrália e abraçada por vários países, trazida ao Brasil pelo Instituto Lado a Lado pela Vida. O mês de Novembro foi escolhido para promover ações voltadas para a saúde masculina, principalmente para a prevenção do câncer de próstata.

O movimento, cada vez mais popular, conta com várias iniciativas com o objetivo de informar e quebrar paradigmas sobre as doenças masculinas. Durante todo o mês, são realizadas apresentações, debates, palestras, workshops e outras ações do tipo para engajar e conscientizar a população. 

O que é o câncer de próstata? 

O câncer de próstata é uma doença silenciosa e que se não houver os devidos cuidados, pode ser fatal.

De acordo com o INCA, no Brasil, o câncer de próstata é o segundo mais comum entre os homens, atrás apenas do câncer de pele não-melanoma. 

A próstata é uma glândula que só o homem possui e que se localiza na parte baixa do abdômen. Ela é um órgão pequeno, em formato de maçã e fica logo abaixo da bexiga e à frente do reto (parte final do intestino grosso).

Mais do que qualquer outro tipo, o câncer de próstata é considerado um câncer da terceira idade, já que cerca de 75% dos casos no mundo ocorrem a partir dos 65 anos. (INCA, 2021).

Alguns desses tumores podem crescer de maneira rápida, espalhando-se para outros órgãos e podendo levar a morte. Porém, a maioria costuma crescer de forma lenta, podendo levar aproximadamente 15 anos para atingir 1 cm³. Por conta disso, alguns não chegam a dar sinais durante a vida e nem a ameaçar a saúde do homem.

Quais são os fatores de risco?

Geralmente, o câncer de próstata acomete homens com idade superior aos 50 anos. Mas, esse não é o único fator de risco. Pai ou irmão com câncer de próstata antes dos 60 anos, podendo refletir tanto fatores genéticos quanto hábitos alimentares ou estilo de vida de risco de algumas famílias também é um fator. 

Para além disso, o excesso de gordura corporal aumenta o risco de câncer de próstata avançado, assim como também o excesso de consumo de sódio, sedentarismo, tabagismo, imunossupressão e consumo excessivo de álcool podem facilitar o surgimento da doença. 

Quais são os sinais e sintomas do câncer de próstata? 

Na sua fase inicial, o câncer de próstata tem evolução silenciosa. Muitos pacientes não apresentam nenhum sintoma ou, quando apresentam, são parecidos aos do crescimento benigno da próstata, como:

Já na fase avançada, a doença pode provocar dor óssea, sintomas urinários ou, quando mais grave, infecção generalizada ou insuficiência renal.

Como pode ser feita a detecção precoce e o tratamento?

A detecção precoce do câncer é uma estratégia usada para encontrar um tumor na sua fase inicial, permitindo assim mais chance de um tratamento com sucesso. 

Ela pode ser feita através de investigação com exames clínicos, laboratoriais, endoscópios e radiológicos, isso no caso de pessoas com sinais e sintomas da doença ou pessoas que não possuem sintomas, mas pertencem ao grupo com maior possibilidade de desenvolver a doença.

Para o câncer de próstata, esses exames são o toque retal e o exame de sangue para avaliar a dosagem do PSA (antígeno prostático específico).

E como funciona o tratamento? Para o câncer que atingiu apenas a próstata, cirurgia e radioterapia são os tratamentos mais comuns. Mas, se a doença estiver localmente avançada, além da radioterapia e cirurgia, também será feito um tratamento hormonal combinado.

Se a doença for metastática, ou seja, quando o tumor já se espalhou para outras partes do corpo, o tratamento de terapia hormonal é o mais indicado.

Que outros cuidados com a saúde podem prevenir a doença?

Se você ainda não possui 50 anos e não tem pretensão de se preocupar agora, saiba que algumas medidas podem ser tomadas a partir de agora para que a doença não vire um problema no futuro. 

Seguir uma alimentação rica em frutas, verduras, grãos, cereais integrais, legumes e com menos gordura é uma das formas de se cuidar. Também é importante praticar diariamente pelo menos 30 minutos de exercícios físicos.

Além disso, é importante que você controle o peso corporal para ele ficar adequado com a sua altura e evite o consumo de álcool e cigarro.

Depois desse artigo, ficou claro porque que você não pode descuidar da sua saúde, não é mesmo? E mesmo que a pauta seja o Novembro Azul, não é preciso esperar por esse mês para isso. Lembre-se: homem que se cuida tem atitude!

">
As vantagens de educar o trabalhador para uma boa alimentação – Blog SESI de Saúde e Segurança
descer
SESI
As vantagens de educar o trabalhador para uma boa alimentação

A busca pela longevidade positiva, pautada em mudanças no hábito de vida e cuidados com a saúde, através da diminuição do sedentarismo e reeducação alimentar, são as melhores estratégias adotadas tanto pela população quanto pelas empresas para redução de custos com a saúde dos trabalhadores.

Garantir as necessidades calóricas do trabalhador deixa de ser prioridade nesse novo cenário enfrentado no Brasil e no mundo, com a alta prevalência das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), passando a ter papel secundário. A prioridade é assegurar uma alimentação que possibilite melhorar as condições de saúde e qualidade de vida dos trabalhadores.

É preciso lembrar que hábitos de vida – em especial, hábitos alimentares – são formados com a repetição de atitudes aprendidas desde muito cedo na família, associado a fatores psicológicos e sociais. A escolha dos alimentos varia de acordo com as preferências, com o prazer associado ao sabor das preparações e com seus custos.

O desafio é mudar a visão da alimentação prazerosa para uma alimentação racional, que atenda às necessidades do organismo e que atue de forma efetiva e preventiva sobre a saúde. Os nutrientes, presentes nos alimentos, compõem o organismo e propiciam o seu funcionamento. As preferências alimentares favorecem uma repetição na escolha de determinados alimentos, podendo gerar um desequilíbrio na alimentação devido à falta de alguns nutrientes, deixando o corpo fragilizado. Essa fragilidade é percebida através de sinais e sintomas, como, por exemplo, sonolência e desconforto abdominal, afetando negativamente o rendimento dos trabalhadores.

A educação nutricional entra nesse contexto com propriedade para apresentar ao trabalhador, de forma clara e expositiva, os ganhos com a adoção do lado racional da alimentação, auxiliando-os nas escolhas de alimentos saudáveis que promovem saúde e segurança alimentar.

As ações em educação nutricional podem ser apresentadas ao trabalhador através de intervenções em diferentes níveis de complexidades. Elas vão desde atividades com abordagem rápida e de fácil aplicação, como palestras, orientações nutricionais direcionadas e workshops, até atividades com abordagem processual, com maior tempo de intervenção e com participação mais efetiva do trabalhador, como ações vivenciais e consulta nutricional, objetivando a sensibilização do trabalhador.

A qualidade de vida do trabalhador refletida com a melhora do estado de saúde trará impactos diretos sobre a sustentabilidade da empresa, através da redução de gastos com assistência médica, redução nos índices de absenteísmo, uma vez que saúde e vitalidade são fatores essenciais para o aumento da produtividade.

Maria José Pinheiro

Sobre o Autor: Maria José Pinheiro

Nutricionista pela Universidade Estadual do Ceará - UFC, especialista em Alimentos Funcionais e Nutrigenômica pela Universidade Estácio de Sá. Pós-graduanda em Nutrição Clínica Funcional pela CVPE/UNICSUL. Consultora em APPCC pelo SENAC. Atua como Nutricionista nos Serviços Médicos e Clínicos do SESI Ceará, unidade Parangaba.
Comentar