As vantagens de educar o trabalhador para uma boa alimentação – Blog SESI de Saúde e Segurança
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As vantagens de educar o trabalhador para uma boa alimentação

A busca pela longevidade positiva, pautada em mudanças no hábito de vida e cuidados com a saúde, através da diminuição do sedentarismo e reeducação alimentar, são as melhores estratégias adotadas tanto pela população quanto pelas empresas para redução de custos com a saúde dos trabalhadores.

Garantir as necessidades calóricas do trabalhador deixa de ser prioridade nesse novo cenário enfrentado no Brasil e no mundo, com a alta prevalência das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), passando a ter papel secundário. A prioridade é assegurar uma alimentação que possibilite melhorar as condições de saúde e qualidade de vida dos trabalhadores.

É preciso lembrar que hábitos de vida – em especial, hábitos alimentares – são formados com a repetição de atitudes aprendidas desde muito cedo na família, associado a fatores psicológicos e sociais. A escolha dos alimentos varia de acordo com as preferências, com o prazer associado ao sabor das preparações e com seus custos.

O desafio é mudar a visão da alimentação prazerosa para uma alimentação racional, que atenda às necessidades do organismo e que atue de forma efetiva e preventiva sobre a saúde. Os nutrientes, presentes nos alimentos, compõem o organismo e propiciam o seu funcionamento. As preferências alimentares favorecem uma repetição na escolha de determinados alimentos, podendo gerar um desequilíbrio na alimentação devido à falta de alguns nutrientes, deixando o corpo fragilizado. Essa fragilidade é percebida através de sinais e sintomas, como, por exemplo, sonolência e desconforto abdominal, afetando negativamente o rendimento dos trabalhadores.

A educação nutricional entra nesse contexto com propriedade para apresentar ao trabalhador, de forma clara e expositiva, os ganhos com a adoção do lado racional da alimentação, auxiliando-os nas escolhas de alimentos saudáveis que promovem saúde e segurança alimentar.

As ações em educação nutricional podem ser apresentadas ao trabalhador através de intervenções em diferentes níveis de complexidades. Elas vão desde atividades com abordagem rápida e de fácil aplicação, como palestras, orientações nutricionais direcionadas e workshops, até atividades com abordagem processual, com maior tempo de intervenção e com participação mais efetiva do trabalhador, como ações vivenciais e consulta nutricional, objetivando a sensibilização do trabalhador.

A qualidade de vida do trabalhador refletida com a melhora do estado de saúde trará impactos diretos sobre a sustentabilidade da empresa, através da redução de gastos com assistência médica, redução nos índices de absenteísmo, uma vez que saúde e vitalidade são fatores essenciais para o aumento da produtividade.

Maria José Pinheiro

Sobre o Autor: Maria José Pinheiro

Nutricionista pela Universidade Estadual do Ceará - UFC, especialista em Alimentos Funcionais e Nutrigenômica pela Universidade Estácio de Sá. Pós-graduanda em Nutrição Clínica Funcional pela CVPE/UNICSUL. Consultora em APPCC pelo SENAC. Atua como Nutricionista nos Serviços Médicos e Clínicos do SESI Ceará, unidade Parangaba.
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