O que é e qual a importância da vacinação in company?

A imunização ocupacional, ou vacinação in company, como o próprio nome sugere, é o ato de vacinar os profissionais de dentro da empresa. Ou seja, trata-se de uma ação realizada pela empresa para garantir a imunização dos funcionários, seguindo o Plano Nacional de Imunização e outras normativas do tema. 

É possível promover várias campanhas de vacinação na empresa, como vacinas da gripe, hepatite A e B e outras. 

Mas, qual a importância da imunização ocupacional? Com ela, é possível ajudar sua equipe a manter o cartão de vacinação atualizado, garantindo a proteção dos colaboradores contra várias doenças. 

Isso oferece várias vantagens para os funcionários e para a empresa, continue acompanhando para descobrir quais são. 

Benefícios da Imunização Ocupacional

Como já deu para perceber até agora, a imunização ocupacional é um assunto bastante relevante para a empresa e para as pessoas que fazem parte dela. No entanto, quais são os reais benefícios que essa prática vai trazer para os colaboradores e para as organizações?

Abaixo elencamos alguns deles: 

Os colaboradores vão adoecer menos, se mantendo protegidos

Esse é um motivo bastante simples e extremamente importante. Vacinando seus funcionários, eles estarão mais protegidos e imunes a contrair doenças tanto no ambiente de trabalho como fora dele. 

Os funcionários irão aproveitar boas condições de saúde e bem-estar

Essa é uma vantagem não apenas para o colaborador, mas também para a empresa. Estando saudável, o colaborador se sentirá mais motivado e focado no trabalho e atividades diárias. 

Doenças que afetam a produtividade poderão ser evitadas

A gripe, por exemplo, é uma das doenças que podem prejudicar o desempenho dos colaboradores. Por ser contagiosa, basta que uma pessoa contraia para que várias fiquem doentes também. Com a imunização ocupacional, isso poderá ser evitado, contribuindo para o aumento da produtividade. 

A empresa irá reduzir o número de afastamentos e o absenteísmo por doenças

Como já falamos anteriormente, uma equipe doente pode ocasionar um número maior de faltas. Dependendo do tempo que o colaborador se mantém afastado, será preciso que a empresa contrate um substituto. Com a vacinação nas empresas, além de contar com profissionais saudáveis, ainda é possível economizar com gastos desnecessários. 

Irá melhorar o ambiente de trabalho, assim como desenvolver o bem-estar social

Quando a empresa promove a vacinação, de maneira indireta, ela está oferecendo um ambiente de trabalho mais seguro, confortável e passando para os funcionários que é preocupada com sua saúde e bem-estar. Isso é fundamental para que os trabalhadores se sintam pertencentes à empresa.

Como colocar a imunização ocupacional em prática? 

Agora que você já entendeu a importância dessa prática, iremos mostrar abaixo como aplicá-la na sua empresa. 

O SESI pode ajudar sua empresa nessa missão.

Nós disponibilizamos programas de Saúde e Segurança do Trabalho para todas as empresas, associando as várias ações que podem ser tomadas para integridade do trabalhador e o cumprimento das exigências legais e um deles é a Campanha de Imunização.

Quer saber mais sobre o assunto? Clique aqui e solicite uma proposta. Pratique o cuidado e não deixe sua empresa de fora dessa prática.

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As mudanças de comportamento alimentar geradas na Pandemia – Blog SESI de Saúde e Segurança
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SESI
As mudanças de comportamento alimentar geradas na Pandemia

Mais um ano novo se inicia. Costumamos fazer planos e projetos para o ano vindouro. Acredito que a maioria das pessoas estabeleceram metas para 2020. Mudanças acompanhariam o ano que estava iniciando, porém não contávamos com o inesperado. O futuro nos surpreendeu.

Mudança é uma palavra que tem vários sinônimos, mas destaco alguns: modificação, alteração, transformação, substituição, troca. Qualquer uma dessas palavras pode descrever nossas vidas em 2020. Tivemos que nos reinventar rapidamente, sem tempo hábil para adaptações. Surgiu a pandemia, isolamento social, lockdown, home office, aulas online, webinar, lives, vivemos o mundo MUVUCA, mas também vivemos o medo, a tristeza, a angústia, a ansiedade, a insegurança… Diante de tantas mudanças, cada pessoa encarou o momento à sua maneira. Alguns pesquisadores viram a oportunidade de entender melhor o comportamento dos brasileiros frente às adversidades.

Em julho, foram publicados os resultados de uma pesquisa conduzida pela revista Veja Saúde e o núcleo de Inteligência de Mercado do Grupo Abril, com o apoio institucional da Associação Brasileira de Medicamentos Isentos de Prescrição (ABIMIP) sobre o comportamento dos brasileiros frente à pandemia, intitulado de Autocuidado em Tempos de Pandemia.

A pesquisa teve a participação de 1.874 entrevistados de ambos os sexos, com idade superior aos 25 anos, de todas as regiões do Brasil. Observou-se nesse estudo que quase 70% dos entrevistados perceberam a necessidade de rever e mudar hábitos para assegurar sua condição de saúde. Porém, entre os pilares do autocuidado considerados mais difíceis de aderir à rotina citados pelos entrevistados estavam “praticar atividade física” e “ter uma alimentação saudável”, itens importantes quando pensamos em adotar um estilo de vida saudável.  

Mudar o comportamento alimentar é mais difícil do que parece. Alimentar deixou de ser apenas um ato de ingerir nutrientes ou satisfazer uma necessidade fisiológica. Hoje, há uma ligação muito forte com nossas emoções, pois gera conforto, influencia humor, traz tranquilidade e principalmente, não podemos esquecer que comer é prazer.

Durante essa pandemia surgiu o conflito entre alimentação para melhorar a saúde (garantindo aporte para o sistema imunológico) e equilibrar as emoções. Seria muito bom se os alimentos “considerados saudáveis” fossem os mesmos escolhidos por nós para garantir prazer e aliviar nosso estado emocional, mas isso não acontece. Quando estamos em estresse emocional buscamos alimentos que proporcionem um prazer imediato para o cérebro e alívio das sensações garantidos com a produção de dopamina. Os alimentos escolhidos são calóricos, ricos em açúcares e gorduras. Um estudo publicado pela revista The Lancet ressaltou a importância de se estar alerta para o risco do surgimento ou agravamento de transtornos alimentares nesse período de pandemia.

Seguindo a linha comportamental, a Universidade de São Paulo (USP), desenvolveu uma pesquisa online, com 1.183 mulheres, realizada entre os meses de junho e setembro, e os resultados mostraram que a alimentação das brasileiras mudou. Elas deixaram de fazer dietas e passaram a beliscar mais. Observou-se que por trás dessa mudança havia a influência de fatores emocionais.

Como já mencionado, mudar ou adotar um novo hábito alimentar saudável não acontece da noite para o dia, é um processo gradual que perpassa por momentos de ganhos e recaídas. Embora as emoções estejam influenciando nossas escolhas alimentares, vimos que a população brasileira subiu alguns degraus da escada para um estilo de vida saudável. Isso é o que mostra as primeiras análises de um dos maiores estudos brasileiros em alimentação e saúde, iniciado em janeiro deste ano e que acompanhará os participantes por 10 anos.

O estudo vem sendo conduzido pelo Núcleo de Pesquisas Epidemiológicas em Nutrição e Saúde da USP, envolvendo 10 mil participantes adultos, com idades entre 18 e 39 anos, que responderam ao questionário de Recordatório Alimentar (consumo do dia anterior) na primeira fase entre os meses de janeiro e fevereiro (antes da pandemia) e segunda fase em maio (durante a pandemia).

Os resultados positivos dessa parte preliminar do estudo foi o aumento no consumo de frutas, hortaliças e feijão, passando de 40,2% registrado nos meses de janeiro e fevereiro para 44,6% em maio. Entretanto, nas regiões Norte e Nordeste, pessoas de baixa escolaridade aumentaram o consumo de alimentos ultra processados, aqueles com teor elevado de calorias, ricos em sal, açúcar, gordura, adoçante, corante, aromatizantes e conservantes, que estão associados diretamente aos riscos de deficiência nutricional e desenvolvimento de doenças crônicas não transmissíveis.

Como a segunda fase da pesquisa aconteceu no período crítico da Pandemia, uma possível explicação para o aumento no consumo de alimentos ultra processados pode ter relação com o medo de se expor ao vírus causador da Pandemia, levando muitas famílias optar por comprar alimentos industrializados que teriam maior tempo de prateleira.

Muitos de nós, tínhamos deixado a rotina do cozinhar no passado. A mudança nos concedeu a oportunidade de usar as condições atuais para investir em hábitos mais saudáveis. Fomos obrigados a ficar em casa e a preparar nossa comida do dia a dia.

Aos poucos, estamos retornando ao nosso ritmo de vida pré-pandemia, cercada de sabotadores que prejudicam a mudança de comportamento alimentar. É verdade que o dia a dia agitado leva as pessoas a buscarem praticidade em suas escolhas alimentares, mas será que não é possível conciliar essa praticidade com alimentação saudável? Nós, profissionais nutricionistas, afirmamos que sim, e o segredo está no bom planejamento. Quando vamos nos alimentar, se não houver planejamento, não somos nós que escolhemos. Os alimentos nos escolhem. Muitos fatores precisam estar alinhados, como escolha do cardápio, tempo de preparo e técnica de conservação. Precisamos lembrar que esse alimento deve, além de nutrir o corpo, alimentar a alma.

Maria José Pinheiro

Sobre o Autor: Maria José Pinheiro

Nutricionista pela Universidade Estadual do Ceará - UFC, especialista em Alimentos Funcionais e Nutrigenômica pela Universidade Estácio de Sá. Pós-graduanda em Nutrição Clínica Funcional pela CVPE/UNICSUL. Consultora em APPCC pelo SENAC. Atua como Nutricionista nos Serviços Médicos e Clínicos do SESI Ceará, unidade Parangaba.
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