Opção pelo Registro Eletrônico dos Empregados Apenas os empregadores que optarem pelo registro eletrônico de empregados estarão aptos à substituição do livro de registro de empregados. A opção pelo registro eletrônico é feita por meio do campo {indOptRegEletron} do evento S-1000 - Informações do Empregador/Contribuinte/Órgão Público. Os empregadores que ainda não optaram pelo registro eletrônico poderão fazê-lo enviando novo evento S-1000. Os que não optarem pelo registro eletrônico continuarão a fazer o registro em meio físico. Nesse caso, terão o prazo de um ano para adequarem os seus documentos (livros ou fichas) ao conteúdo previsto na Portaria. Os dados de registro devem ser informados ao eSocial até a véspera do dia de início da prestação de serviços pelo trabalhador. Por exemplo, empregado que começará a trabalhar no dia 5 deverá ter a informação de registro prestada no sistema até o dia 4.

Informações para a Carteira de Trabalho Digital

Além do registro de empregados, os dados do eSocial também alimentarão a Carteira de Trabalho Digital. A CLT prevê o prazo de 5 (cinco) dias úteis para a anotação da admissão na CTPS. Contudo, se o empregador prestar as informações para o registro de empregados, no prazo correspondente, não precisará informar novamente para fins da anotação da carteira, pois terá cumprido duas obrigações com uma única prestação de informações.">
Acidentes de trabalho: desafio para o desenvolvimento do país – Blog SESI de Saúde e Segurança
descer
SESI
Acidentes de trabalho: desafio para o desenvolvimento do país

Os acidentes de trabalho no Brasil representam um desafio para o desenvolvimento do País. No âmbito social, considerando os dados do Ministério Público do Trabalho – MPT e da Organização Internacional do Trabalho – OIT, no período de 2012 a 2017, foram mais 3,8 milhões comunicados formalmente. Os custos decorrentes destes acidentes ultrapassam R$ 4 bilhões por ano.

Somando-se a isso, a queda de produtividade nos ambientes de trabalho em que ocorrem acidentes é evidente, tanto pelo afastamento como pelo clima organizacional impactado pela ocorrência. Esses dados são alarmantes e não têm passado despercebidos por empresários, governo e entidades de apoio aos setores econômicos e aos empregados. A cultura da prevenção tem sido ponto de atenção para 71,6% das empresas industriais, como mostrou recente pesquisa realizada pelo Serviço Social da Indústria – SESI, em nível nacional. Além disso, ano a ano, comissões tripartites vêm trabalhando no avanço da agenda de Saúde e Segurança no Trabalho – SST. Como resultado, a gestão de SST nas empresas tem se tornado uma questão de estratégia empresarial, vendo a promoção da saúde e segurança do trabalhador como meio de investimento na produtividade e competitividade do negócio. Mas são necessárias ações de diferentes aspectos para tratar das questões relacionadas aos acidentes de trabalho. A solução passa por investimentos em tecnologia, ergonomia nos ambientes de trabalho, educação e conscientização de todos os níveis hierárquicos. Tais aspectos devem ser gerenciados de forma integrada e baseada numa cultura de prevenção.

*Artigo originalmente publicado no jornal Diário do Nordeste, edição 14/05/2018. 

Kassandra Morais

Sobre o Autor: Kassandra Morais

Psicóloga especialista em Gestão Empresarial e em Administração da Qualidade, com formação em Saúde e Segurança do Trabalho OIT e em Gestão da Inovação. Tem mais de 13 anos de experiência em Gestão de Recursos Humanos e Consultoria Empresarial e atua há 4 anos na Gerência de Saúde e Segurança para a Indústria do SESI Ceará.
Comentar