• Diminuição do presenteísmo
  • O presenteísmo constitui um custo invisível e altamente prejudicial às organizações, uma vez que representa a parcela de trabalhadores que se encontram adoecidos sem estarem afastados de seus postos de trabalho. Tal realidade compromete significativamente a produtividade e desempenho dos trabalhadores. Para se constatar o presenteísmo, basta olharmos para um dado importante disponibilizado pela OMS que diz que 45% das pessoas com depressão não são diagnosticadas, portanto, não recebem tratamento adequado. Elas vão trabalhar todos os dias, estão lá de corpo presente, mas produzindo abaixo de sua capacidade. Os programas de bem-estar corporativo conseguem desenvolver uma boa concepção do trabalho quando inclui em suas ações práticas organizacionais claras, seleção, treinamento e desenvolvimento adequados para a equipe, descrições de trabalho claras e um ambiente social que ofereça apoio e com isso seja capaz de identificar mais facilmente trabalhadores adoecidos, além de permitir um acesso de qualidade aos serviços de saúde.
    1. Maior retenção de talentos e queda de turnover
    A presença de uma equipe talentosa e motivada pode representar um diferencial competitivo para a organização, além de permitir aos seus gestores construir uma equipe de alta performance. Mas para se manter uma equipe com esse grau de excelência é preciso investir em bem-estar, pois segundo a GPTW (Great Place to Work), três em cada 10 trabalhadores alegam que a qualidade de vida é o principal motivo que o faz continuar em uma organização. Com tal constatação, a implantação de programas de bem-estar corporativo se faz necessária e tem se mostrado eficiente para reter e atrair talentos, assim como para manter os demais funcionários, pois promovem valorização, sentimento de pertença, além de criar um vínculo positivo com a empresa e diminuir a rotatividade de pessoal, conhecida como turnover
    1. Melhora do clima organizacional
    Uma organização saudável é aquela que valoriza e pratica a cultura do bem-estar e da saúde do trabalhador, assim como a melhoria do desempenho e produtividade organizacional através de ações de promoção da saúde e do bem-estar, como ginástica laboral, rodas de conversa, massagens, grupos de corrida e caminhada, incentivo a uma alimentação mais saudável, entre outras ações que têm a capacidade de promover interação, criação de vínculos e relacionamentos mais saudáveis dentro da organização e contribuir para um clima organizacional voltado para a inclusão. Como exemplo podemos citar o caso da General Motors que após a implantação de um programa de bem-estar observou uma redução de 50% nos desentendimentos no ambiente de trabalho.
    1. Redução de acidentes de trabalho
    Segundo dados do Observatório Digital de Segurança e Saúde no Trabalho, entre o período de 2012 e 2018, o Brasil registrou uma morte por acidente de trabalho a cada 3h horas e 40 minutos. Tal estatística revela, entre outras causas, o descuido do trabalhador na realização da tarefa que pode acontecer, entre outros fatores, pela falta de atenção, devido ao estresse ou excesso de autoconfiança na realização da ação ou por falta de cuidados para manter uma boa saúde. Segundo Tony Schwartz em seu livro Power of Full Engagement, funcionários com boa condição física, cometem 27% menos erros do que as pessoas que estão fora de forma. Portanto, o desenvolvimento de ações que promovam a saúde do colaborador em todas as suas dimensões, seja física, emocional, social, econômica ou espiritual só tendem a contribuir para uma melhor performance no trabalho, assim como diminuir a chance de erros e prevenir acidentes de trabalho.">
    Abril Verde: a força simbólica do dia 28 de abril – Blog SESI de Saúde e Segurança
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    SESI
    Abril Verde: a força simbólica do dia 28 de abril

    A Organização Mundial do Trabalho (OIT) instituiu em 2003 a data de 28 de abril como o Dia Mundial de Segurança e Saúde no Trabalho, em razão da explosão de uma mina de carvão na cidade de Farmington, no estado da Virgínia, nos Estados Unidos, em 1969, que resultou na morte de 78 trabalhadores. Já no Brasil, a Lei nº 11.121/2005 instituiu o Dia Nacional em Memória das Vítimas de Acidentes de Trabalho, cuja data também é 28 de abril.

    O trabalho seguro e salubre é um dos direitos sociais fundamentais garantidos pela Constituição Federal de 1988, artigo 7º, alínea XXII. A preocupação com a segurança e saúde dos trabalhadores constitui-se como um dos temas da mais alta relevância social, o que interessa aos trabalhadores, aos empregadores e ao próprio Governo.

    Por conta dos afastamentos gerados pela incapacidade para o trabalho, isso vem tornando um problema social cada vez maior para a maioria dos países industrializados. Como resultado, temos um aumento volumoso dos gastos sociais com programas voltados à doença e à incapacidade/invalidez.

    De acordo com o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), no Brasil são registrados cerca de 700 mil acidentes do trabalho por ano. Este número poderia ser maior se fossem considerados os milhares de acidentes que ocorrem e acabam não sendo registrados oficialmente. Com uma média dos últimos cinco anos, morreram cerca de 2.780 trabalhadores e 5.400 sofreram acidentes com sequelas permanentes. Se falarmos de 2.780 acidentes fatais em média anual, estaremos falando de oito por dia. Um a cada três horas.

    Segundo a Escola Nacional de Inspeção do Trabalho (ENIT), Campanha Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho – CANPAT 2018 terá foco no “Adoecimento Ocupacional e Quedas de Trabalho em Altura”.

    A novidade para este ano é que a Campanha, tradicionalmente realizada no mês de abril, será estendida até novembro, com a realização de eventos de fiscalização nos estados e campanhas educativas nas escolas.

    O incentivo às boas práticas nas áreas de segurança deverá ter foco nos temas da CANPAT, promovendo concursos de frases e redação escolar, seminários e outras atividades para conscientizar a sociedade sobre o tema. A Campanha foi instituída de forma permanente a partir de 1971, com o objetivo de divulgar conhecimentos técnicos e ministrar ensinamentos práticos de prevenção de acidentes, de segurança, higiene e medicina do trabalho, sendo uma ação anual desenvolvida pelo Ministério do Trabalho em parceria com diversos órgãos com a finalidade de alertar e sensibilizar à sociedade sobre a importância de uma cultura de prevenção de acidentes no trabalho.

    Saiba mais
    As entidades do Sistema Indústria apoiam o Movimento Abril Verde, que mobiliza governo, empresas e sociedade civil para prevenção de doenças e acidentes de trabalho.

    Luiz Sérgio Nocrato Vidal

    Sobre o Autor: Luiz Sérgio Nocrato Vidal

    Engenheiro Mecânico pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR, especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Faculdade Ateneu – FATE e em Engenharia de Petróleo pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR. Atualmente é Engenheiro de Segurança do Trabalho do SESI Ceará, responsável pela área técnica de Segurança do Trabalho e desenvolvimento de processos, perito em Segurança do Trabalho pelo TRT 7ª Região e também atua como professor em cursos de Engenharia e de Técnico em Segurança do Trabalho em Fortaleza. Possui experiência na área industrial, com ênfase em segurança do trabalho e desenvolvimento de projetos, gestão industrial e administração da produção.
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