Outubro Rosa teve início em Nova Iorque (EUA), na década de 90, onde foi promovida a primeira Corrida pela Cura. Na ocasião foram distribuídos aos participantes um laço cor de rosa, tornando símbolo internacional da prevenção do câncer de mama. O objetivo principal desta campanha é de alertar às mulheres e à sociedade da conscientização sobre a importância da prevenção, estimulando a participação da população, empresas e entidades.

Conscientização

Realizada anualmente, a campanha é marcada por ações relacionadas à prevenção e diagnóstico precoce do câncer de mama e câncer do colo do útero, promovendo conscientização sobre a doença, proporcionando maior acesso a ações educativas, aos serviços de diagnóstico e de tratamento, contribuindo assim, para a redução da mortalidade. No mundo, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de mama é a quinta causa de morte por câncer em geral e a causa mais frequente de morte por câncer em mulheres. No Brasil, o câncer de mama também é o mais incidente em mulheres de todas as regiões.

Tratamento

A detecção precoce consiste no diagnóstico mais breve possível, identificando casos iniciais, contribuindo para as chances de cura e reduzindo a exposição ao tratamento. O rastreamento é realizado em mulheres assintomáticas por meio de testes ou exames da mama, por médico ginecologista, mastologista ou profissional da saúde treinado. Com uso de exames de auxílio diagnóstico, como ultrassonografia e ou mamografia, indicados pelos médicos para mulheres de acordo com faixa etária, com reconhecimento de sinais e sintomas, fatores de risco e histórico familiar, o profissional é capaz de identificar o mais cedo possível se existe um câncer, contribuindo para a redução do estágio da doença. O movimento é importante para ampliar o acesso à informação, disseminando orientações que contribuem com o comportamento preventivo. De acordo com diretrizes para a Detecção Precoce do Câncer de Mama, publicação de 2015, do Ministério da Saúde, a mamografia é o único exame comprovadamente eficaz na redução da mortalidade da doença, quando aplicado em programas de rastreamento do câncer. O autoexame, palpação e observação das mamas, é recomendável por valorizar a identificação de pequenas alterações mamárias, estimulando a busca por esclarecimento médico e por participação em ações de detecção precoce. O SESI Ceará oferece para empresas, no mês de outubro, serviços de educação continuada, como palestras, com o objetivo de conscientizar as trabalhadoras da sua indústria sobre a importância do cuidado com a saúde da mulher e serviços de saúde com valores especiais, válidos também para pessoa física. Saiba mais clicando AQUI.">
A nova NR-12: principais alterações – Blog SESI de Saúde e Segurança
descer
SESI
A nova NR-12: principais alterações

A Norma Regulamentadora nº 12, de segurança do trabalho em máquinas e equipamentos, foi criada na década de 1970, com sua última revisão em 2010. Para a comissão tripartite, o texto de nove anos atrás é complexo, de difícil execução e não está alinhado aos padrões internacionais de proteção de máquinas. Além disso, onera as empresas com imposições que não contribuem para proteger o trabalhador e gera insegurança jurídica devido às dúvidas sobre sua correta aplicação. Por esses motivos, decidiu-se revisar a norma.

No estudo realizado pela Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Economia aponta que a revisão da NR-12 poderá reduzir até R$ 43,4 bilhões em custos para o agregado da indústria, refletindo em aumento entre 0,5% e 1% da produção industrial. Veja o que mudou:

  • A nova NR-12 teve uma redução aproximada de 19%, no número de exigências, passando de 504 para 410.
  • Das 504 exigências contidas na NR-12 anterior, foram revogadas 123 e mantidas 381.
  • São 123 itens a menos que possibilitavam uma possível autuação, notificação etc.
  • Foram acrescentados 29 itens na nova NR-12 (2019), no entanto, são 7 novas exigências e 22 itens para esclarecimentos ou que possibilita utilização de medidas alternativas, que consideramos com vantagens.
  • Com relação aos fabricantes, integradores e máquinas usadas, foram mantidas as condições e princípios de segurança da NR-12.
  • Com relação às máquinas fabricadas, exportadas ou importadas: estarão de acordo se estiverem em conformidade com a Norma ABNT ISO 13.849 (Segurança de máquinas – sistemas de comandos) e Sistema Robóticos em conformidade com a ABNT ISO 10.218, ISO/TS 15.066 e demais Normas.
  • Com relação ao parque de máquinas instaladas: usadas estarão de acordo se atenderem aos princípios da NR-12; se estiver em conformidade com Norma Técnica Nacional ou Internacional ou de acordo com Normas Europeias Harmonizadas, no momento da fabricação ou adequação.
  • Com relação ao estado da técnica – possibilidade de uso de medidas alternativas não previstas na NR-12: no momento construtivo da máquina, nas características da máquina e em não exigência de adequação se a máquina atender aos princípios da NR-12 e estiver adequada a uma norma técnica vigente à época de sua fabricação, importação ou adequação.
  • Com relação aos aspectos ergonômicos – houve redução das exigências. Para o trabalho em máquinas e equipamentos devem ser respeitadas as disposições contidas na Norma Regulamentadora nº 17 – ERGONOMIA.
  • Com relação às máquinas e equipamentos dispensados da NR-12: as máquinas e equipamentos classificados como eletrodomésticos; aos equipamentos estáticos; às ferramentas portáteis e ferramentas transportáveis (semiestacionárias) e às máquinas certificadas pelo INMETRO.
  • Com relação ao glossário, corpo da Norma e anexos – as alterações irão representar enorme redução de custos dos sistemas de segurança das máquinas.
  • Com relação às instalações elétricas – a aplicação do item ficou restrito aos circuitos elétricos de comando e potência da máquina e possibilidade da ligação em série, da mesma interface de segurança.

 

Luiz Sérgio Nocrato Vidal

Sobre o Autor: Luiz Sérgio Nocrato Vidal

Engenheiro Mecânico pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR, especialista em Engenharia de Segurança do Trabalho pela Faculdade Ateneu – FATE e em Engenharia de Petróleo pela Universidade de Fortaleza – UNIFOR. Atualmente é Engenheiro de Segurança do Trabalho do SESI Ceará, responsável pela área técnica de Segurança do Trabalho e desenvolvimento de processos, perito em Segurança do Trabalho pelo TRT 7ª Região e também atua como professor em cursos de Engenharia e de Técnico em Segurança do Trabalho em Fortaleza. Possui experiência na área industrial, com ênfase em segurança do trabalho e desenvolvimento de projetos, gestão industrial e administração da produção.
Comentar