5 formas de promover uma alimentação saudável para os colaboradores – Blog SESI de Saúde e Segurança
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5 formas de promover uma alimentação saudável para os colaboradores

Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) constituem um dos maiores problemas de saúde pública na atualidade. Essas doenças são caracterizadas por etiologias múltiplas, não infecciosas, com longos períodos de latência, diversos fatores de risco, associadas a deficiências e incapacidades funcionais.

A alimentação é um dos principais fatores modificáveis das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) mais comuns no mundo: hipertensão, diabetes mellitus, dislipidemias e obesidade. Uma vez mal nutrido, o colaborador poderá ter, negativamente, sua produtividade afetada.

Entre as doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), a obesidade e a hipertensão trazem grandes implicações na vida dos colaboradores da indústria. Em relação às atividades laborais, essas doenças impactam na redução da força de trabalho, no quantitativo de horas trabalhadas e nas aposentadorias precoces.

Em 1987, o pesquisador Teichmann escreveu em um de seus artigos que a alimentação seria uma ação voluntária e consciente, enquanto a nutrição seria involuntária e inconsciente. Essa frase induz ao pensamento de que a alimentação pode ser educada, mas a nutrição não, pois as pessoas podem estar bem alimentadas, porém mal nutridas.

Esse pensamento corrobora com a ideia de que uma nutrição adequada requer informações que suportem o autocuidado do colaborador, bem como a mudança de hábitos e atitudes que só um processo educativo pode proporcionar.

Com a finalidade de fomentar o autocuidado, visando à modificação do estilo de vida, seguem cinco dicas como contribuição para uma melhora nas condições de saúde e qualidade de vida do colaborador:

  1. Analisar e modificar, se necessário, os cardápios ofertados, de forma a promover variação de cores e técnicas de preparo, evitando repetições e combinações, substituindo gorduras saturadas por insaturadas, ofertando frutas e hortícolas diariamente, além de reduzir a presença de alimentos ricos em enxofre.
  2. Assegurar aos colaboradores com possíveis problemas de saúde ações específicas, como o cumprimento do Plano Alimentar prescrito por profissional nutricionista e a inserção em grupos educativos.
  3. Melhorar a acessibilidade de informações nutricionais disponíveis ao colaborador, de modo a informá-los e capacitá-los para escolhas alimentares saudáveis.
  4. Efetivar ações em educação nutricional, como roda de conversa com troca de informações entre profissionais de saúde e colaboradores e palestras com temáticas diversas, abordando transição nutricional, quebra de tabus, grupos de alimentos, qualidade de vida, entre outros.
  5. Disponibilizar entrevistas, matérias, reportagens e notas sobre alimentos saudáveis em mural e/ou site da empresa, priorizando o Guia Alimentar da População Brasileira, 2ª edição (2014).
Maria José Pinheiro

Sobre o Autor: Maria José Pinheiro

Nutricionista pela Universidade Estadual do Ceará - UFC, especialista em Alimentos Funcionais e Nutrigenômica pela Universidade Estácio de Sá. Pós-graduanda em Nutrição Clínica Funcional pela CVPE/UNICSUL. Consultora em APPCC pelo SENAC. Atua como Nutricionista nos Serviços Médicos e Clínicos do SESI Ceará, unidade Parangaba.
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