Opção pelo Registro Eletrônico dos Empregados Apenas os empregadores que optarem pelo registro eletrônico de empregados estarão aptos à substituição do livro de registro de empregados. A opção pelo registro eletrônico é feita por meio do campo {indOptRegEletron} do evento S-1000 - Informações do Empregador/Contribuinte/Órgão Público. Os empregadores que ainda não optaram pelo registro eletrônico poderão fazê-lo enviando novo evento S-1000. Os que não optarem pelo registro eletrônico continuarão a fazer o registro em meio físico. Nesse caso, terão o prazo de um ano para adequarem os seus documentos (livros ou fichas) ao conteúdo previsto na Portaria. Os dados de registro devem ser informados ao eSocial até a véspera do dia de início da prestação de serviços pelo trabalhador. Por exemplo, empregado que começará a trabalhar no dia 5 deverá ter a informação de registro prestada no sistema até o dia 4.

Informações para a Carteira de Trabalho Digital

Além do registro de empregados, os dados do eSocial também alimentarão a Carteira de Trabalho Digital. A CLT prevê o prazo de 5 (cinco) dias úteis para a anotação da admissão na CTPS. Contudo, se o empregador prestar as informações para o registro de empregados, no prazo correspondente, não precisará informar novamente para fins da anotação da carteira, pois terá cumprido duas obrigações com uma única prestação de informações.">
5 dicas para uma boa gestão de SST – Blog SESI de Saúde e Segurança
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SESI
5 dicas para uma boa gestão de SST

A área de segurança e saúde do trabalho (SST) vem experimentando profundas transformações nos últimos tempos, seja em função de necessárias adequações normativas e legais para fazer frente ao dinamismo da economia, seja em função da incorporação de novas tecnologias de gestão e inteligência operacional da área. Uma das dimensões que mais tem se desenvolvido e captado a atenção das empresas é a análise e a avaliação econômica dos custos envolvidos nos acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, bem como nos impactos relacionados aos afastamentos de trabalhadores sobre a produtividade, lucratividade e competitividade do parque econômico e produtivo nacional.

Fronteiras fundamentais de inovação

Saúde, segurança e qualidade de vida, no trabalho e fora dele, são elementos transversais da excelência organizacional das empresas e que correspondem a dimensões estratégicas e diferenciadoras nas políticas empresariais, devendo ser posicionadas como fronteiras fundamentais de inovação e vantagem competitiva. Para as empresas, a mensuração do desempenho estratégico e operacional assume função fundamental para a sustentabilidade dos negócios e, dessa forma, a valorização da marca e da imagem das empresas no mercado passa necessariamente pela não vinculação aos acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, e por todas as consequências advindas dos sinistros laborais em termos de custos econômicos, sociais e humanos.

Necessidade de investimentos assertivos

Para atingir níveis de excelência na área de segurança e saúde do trabalho, as empresas lançam mão de estratégias como o desenho e a implementação de programas de saúde. Além do foco na prevenção de acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, os profissionais da área estão envidando esforços de compreensão e atuação em áreas que impulsionam as empresas em direção a melhores espaços de produtividade. Esse foco atual da área de segurança e saúde do trabalho apresenta inúmeros desafios aos profissionais e para as próprias empresas, impõe a necessidade de mudanças na cultura organizacional, bem como a necessidade de investimentos assertivos e que promovam retorno em termos de ganhos de produtividade e lucratividade. Não há mais dúvidas que os investimentos em promoção da saúde, segurança e qualidade de vida se conectam diretamente com a saúde financeira e a sustentabilidade dos negócios, com o incremento de benefícios tangíveis e intangíveis.

E, neste sentido, uma das mais importantes estratégias da atualidade de melhorias nos ambientes produtivos e de trabalho é a Total Worker Health (TWH), estruturada em cinco elementos basilares, a saber:

  1. Comprometimento da liderança empresarial com a segurança e a promoção da saúde em todos os níveis da organização;
  2. Desenho produtivo e operacional com foco na eliminação e redução dos acidentes de trabalho e doenças ocupacionais, e em direção à promoção da saúde e do bem-estar nos ambientes de trabalho;
  3. Promoção e incentivo do engajamento dos trabalhadores através de programas de saúde, bem-estar e qualidade de vida com objetivos e metas bem definidas;
  4. Promoção e construção de relações de confiança entre os atores envolvidos direta e indiretamente na implementação de iniciativas de segurança, promoção da saúde e qualidade de vida;
  5. Integração de sistemas relevantes de qualidade e desempenho operacional com vistas ao avanço das práticas de melhorias nos ambientes de trabalho.

Tem-se, hoje, a clareza necessária quanto à importância desses princípios aplicados à área de segurança e saúde do trabalho, e sobretudo de como esses princípios fundamentais devem estar alinhados com a estratégia empresarial. Este é o horizonte presente e futuro da área de segurança e saúde do trabalho, bem como da área de promoção da saúde, bem-estar e qualidade de vida no trabalho.

Alexandre de Lima Santos

Sobre o Autor: Alexandre de Lima Santos

Médico pela Universidade Federal do Ceará - UFC, pós-graduado em Medicina do Trabalho pela Universidade Estácio de Sá/RJ, mestre em Saúde Pública pela Universidade Federal do Ceará - UFC, faz parte da Comissão Técnico-Científica da Associação Nacional de Medicina do Trabalho - ANAMT. Atualmente é Médico do Trabalho na Unidade de Segurança e Saúde para a Indústria - SESI Ceará.
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